Não costumo abordar reflexões extensas sobre o mundo da moda apesar de achar que o FF não deve ser superficial e falar só sobre tendências ou look do dia. É claro que no meio de tanta coisa ruim (e boa, claro!)  acontecendo por aí, a melhor coisa é se atualizar de assuntos fresh e leitura leve, mas hoje me peguei em uma reflexão que decidi compartilhar com vocês.
Em uma leitura para a pós-graduação (para quem sempre me pergunta – faço Estética e Gestão de Moda na USP), me deparei sobre o porque usamos determinada roupa. A maioria dos estilos contemporâneos podem ser entendidos como “estranhos“, para Lurie (1997) há uma tendência para a vestimenta defensiva – nós temos cada vez mais coisas a temer como crises econômicas, ecológicas, culturais, doenças mil entre vários outros fatores que assustam a sociedade contemporânea. A autoproteção se tornou um aspecto importante na moda, as cores escuras são adotadas, assim como os materiais mais pesados em jaquetas, trench coats e peças com muitas camadas de tecidos. 
As roupas têm uma linguagem própria. Você pode parecer chique e perigoso usando couro, rico e elegante com roupas cheias de bordados que mais se assemelham a bonitas armaduras ou até mesmo amorosos com casacos felpudos. Ou seja, uma roupa pode significar muito mais que somente um estilo, moda ou referência. Pode, muitas vezes, representar um estado psicológico, um sentimento, uma vontade para Lurie, em nossa época, é medo
Confesso que concordo e penso que muita gente também, afinal encontrei todas as fotos do post colocando as palavras “fashion” e “scaryno Google! Apareceu até campanha da Mulberry hein! Até eu morro de medo na hora de escolher o look do dia – desde os medos mais banais como “será que estou bem vestida” até a preocupação com o corpo como “não quero pegar chuva ou passar frio”, enfim, fica a reflexão. 
Qual é o seu medo na hora de se vestir?

Fotos: Reprodução
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