Com a realização do Tempo de Mulher, comandado por Ana Paula Padrão e apoio da Unilever, ontem (7) rolou o 3º Fórum Momento Mulher no Hotel Unique (SP). Teve como objetivo discutir a influência da mulher nos temas mundiais como empoderamento, empreendedorismo e sua posição crescente em posições decisórias nas organizações. 
Com a programação intensa, o dia começou com a palestra de Caroline Casey, empreendedora irlandesa, que contou sua história de superação por ser legalmente cega. Ela descobriu isso aos 17 anos ao tentar tirar a carteira de habilitação porque os pais decidiram não lhe contar para que ela pudesse ter uma vida normal até então. Mesmo assim foi consultora de gestão na Accenture e quando sua deficiência piorou, decidiu realizar um de seus antigos sonhos – foi para a Índia e percorreu 1000 km em um elefante (o qual ela comprou depois!) para angariar fundos para ações beneficentes, afinal,  ela é fundadora da ONG Kanchi. Esta ONG tem como missão trabalhar com a inclusão de pessoas deficientes no mercado de trabalho, afinal, todas as pessoas tem defeitos, mas também muitas habilidades.
Após a apresentação incrível de Caroline Casey, a jornalista Ana Paula Padrão apresentou alguns números sobre o papel feminino na sociedade. Por exemplo, 42% da renda de uma família de classe média vem da mulher – é impressionante! Em contrapartida, 59 milhões de brasileiros conhecem alguma trabalhadora que já foi prejudicada profissionalmente por ser mulher, dado que revela que ainda enfrentamos muito preconceito. 
Para isso mudar a ação deve começar com as organizações, por exemplo, o Diretor Global da Unilever, Paul Poman, trabalha para que haja equidade de gêneros entre os altos cargos da empresa. Com este gancho houveram muitos painéis com personalidades incríveis do mundo bussiness, principalmente mulheres que ocupam cargos decisórios. 
Por fim, o evento contou com a presença de Samar Badawi ativista de direitos humanos que foi presa por sete meses como castigo de seu pai contou a realidade das mulheres sauditas, que somente nos últimos dois anos podem participar das votações regionais e participar das olimpíadas. Porém, a segregação é ainda maior que esse tipo de benefício, Samar conta que as mulheres sauditas estão encurraladas, o governo sufoca qualquer tipo de revolta ou manifestação apesar de proclamar melhores condições para as mulheres. Conta ainda que o próximo ato de revolução será uma manifestação no dia 26/10 na qual as mulheres vão dirigir carros – ato que a lei proíbe – para que os homens vejam que elas querem a liberdade de ir e vir. Com tantos exemplos e histórias incríveis, foi possível ter ainda mais certeza que as mulheres vão ter um futuro incrível.
Vocês acham importante esse tipo de debate?
Fotos: Fashion Frisson
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